Educação continuada em BIM garantirá formação aos profissionais

Nos próximos dez ou 15 anos, a educação continuada terá papel fundamental para formar o profissional de engenharia e arquitetura no processo BIM (em inglês Building Information Modeling), que significa Modelagem da Informação da Construção. A previsão é da professora Regina Coeli Ruschel, especialista do tema no País, em sua apresentação no 2º Fórum Educacional BIM, realizado nesta quinta-feira (3/11), na sede do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (Isitec), na capital paulista. “A universidade entrará nesse campo tardiamente”, aponta.

O processo envolve um conjunto interrelacionado de políticas, processos e tecnologias para gerenciar a essência do projeto, construção e operação de edifícios no formato digital em todo o ciclo de vida da edificação. Segundo ela, o ensino da metodologia ainda está em fase inicial e longe da grade curricular das faculdades de engenharia e arquitetura no País, “lacuna que deverá ser preenchida pela educação continuada para garantir uma prática que será exigida cada vez mais pelo mercado”. Ela reforça: “Não vai dar para o profissional dessas áreas ficar fora ou alheio ao BIM. Será uma formação necessária.”

 

Autodesk BIM

Marcio Reis Pinto e Regina Coeli Ruschel debatem o ensino de BIM

Foto: Beatriz Arruda/SEESP

Ruschel compara essa nova realidade à transição que ocorreu da prancheta para o CAD (Computer-Aided Design): “Agora veremos a transição do CAD para o BIM.” Dentro desse vanguardismo no ensino se insere o Isitec que está lançando pós-graduação em BIM, sob a coordenação da ex-professora da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), com início previsto para o primeiro semestre de 2017.

Ruschel analisa que o mercado nacional está acordando para essa demanda em BIM. “O que está colocado é o ato de fazer melhorado e renovado, otimizando o desempenho na elaboração do projeto, inclusive simulando o que vai ser construído.” Como salienta a especialista, o novo ferramental computacional vai beneficiar a todos os envolvidos: “Desde ter menos desperdício durante a construção, entregar no tempo e no valor que se prometeu até garantir um empreendimento com sustentabilidade.”

O processo BIM, apesar de estar relacionado diretamente à engenharia civil, tem interface com outras modalidades da área, como a de infraestrutura e elétrica, por exemplo, além do profissional de arquitetura. A metodologia está associada, ressalva Ruschel, à indústria da Arquitetura, Engenharia e Construção (AEC).

Autodesk
O evento realizado no Isitec contou com a apresentação do trabalho educacional desenvolvido pela Autodesk University (AU), presente no Brasil há seis anos e já com trabalho há mais de 20 anos no mundo, pelo seu gerente de marketing e estratégias Marcio Reis Pinto. Ele reforça a posição de que as universidades do País ainda não estão preparadas para trabalhar com novas metodologias de ensino, mantendo-se, diz, no método tradicional do ensino de engenharia. Segundo Reis Pinto, o peso do BIM na AU chega a quase 60% direcionada ao mercado AEC. “O que vemos é a importância do engenheiro multiespecialista.”

Segundo o executivo, a AU Brasil, pelo seu ineditismo, acaba se transformando numa “vitrine” de empresas e profissionais pioneiros na adoção do BIM, quando atende à necessidade prática de “saber como fazer”, no apoio à criação de uma comunidade especialista no processo e também na promoção de parcerias para pilotar o BIM na cadeia AEC.

O público atendido pela Autodesk, conforme números apresentados pelo executivo, é formado por 70% de empresas privadas e os 30% restantes pelo setor público e estudantes. Por área profissional, 30% são de arquitetura, 37% de engenharia e o restante da área de mídias.

Fonte: Comunicação SEESP – Rosângela Ribeiro Gil

 

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