Inovação em Educação

Palestra na 72ª SOEA propõe mudanças de comportamento em todas as áreas de atuação

No último dia da 72ª SOEA – Semana Oficial da Engenharia e da Agronomia, que aconteceu de 15 a 18 passados, no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza, o Eng. Murilo Pinheiro (foto abaixo), presidente da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), e o Prof. Saulo Krichanã, Diretor do Instituto Superior de Inovação e Tecnologia (ISITEC), proferiram a palestra “Inovação em Educação”, abordando o significado da inovação – “cujo conceito nem sempre é tangível”, segundo Krichanã – e a capacidade que as novidades possuem de modificar comportamentos. “Fala-se muito do aspecto físico da inovação – um novo produto, um novo processo. Isso tudo é relevante, mas podemos falar da inovação sobre outro ponto de vista, que, acredito, seja o mais importante: a mudança de comportamento que ela provoca. A inovação, se não modifica comportamentos, é estéril”, ressalta o professor do ISITEC, que formou em fevereiro sua primeira turma de Engenharia de Inovação.

Após a abertura do tema pelo presidente da FNE, o Prof. Krichanã falou sobre as dimensões tangível e intangível da inovação, citando como exemplo o processo de criação do curso de Engenharia de Inovação do ISITEC – o primeiro e único curso de graduação na área do Brasil. A estrutura curricular do curso demonstra a preocupação em incentivar o raciocínio e a observação dos fenômenos pelos estudantes. “Preparamos pessoas que, nas mais diversas atividades econômicas – na agricultura, agronegócio, comunicações, engenharia ou na área financeira – sejam capazes de assumir esse comportamento observacional e gerar mudanças. A inovação tem natureza multidisciplinar e é isso o que buscamos: partir da figura do engenheiro especialista para a de engenheiro com uma visão holística dos processos”, explica Krichanã.

Em sua apresentação Krichanã disse que “não há inovação sem conhecimento”. Propôs “mudanças de comportamento em todos os campos de atuação, inclusive na política, nas áreas de política pública social”. Segundo suas pesquisas, “inovação representa apenas 2% do PIB no Brasil, enquanto nos Estados Unidos são 6%”. Também citou como exemplo de inovação o Cirque du Soleil, comparado com os modelos tradicionais. “O sujeito inquieto e inconformado anseia por inovação. É o sujeito que está sempre perguntando por quê”. Krichanã disse que “as empresas não são os CNPJs, mas sim os CPFs”, que “ninguém ensina a inovar” e que “o mundo de hoje se divide entre os que fazem e os que não deixam fazer”. Parodiando René Descartes (“Penso; logo, existo”), Krichanã imagina em 2015 um Fulano de Almeida que possa sustentar uma verdade tão significativa quanto à do filósofo francês: “Inovo; portanto, sobrevivo”.

Produzido pelo Departamento de Comunicação do Crea-SP / SUPCEV
Texto e fotos: Jorn. Guilherme Monteiro.
Colaboração: Aline Santos (Estagiária de Comunicação).