ISITEC debate parque tecnológico e incubadora de empresas

Quem falou sobre o tema foi o presidente do ParqTec, Sylvio Goulart Rosa

Esses foram os temas da palestra realizada no dia 16 de abril último pelo professor-doutor Sylvio Goulart Rosa, diretor-presidente do ParqTec (Fundação Parque de Alta Tecnologia de São Carlos). Criada para ajudar no desenvolvimento de pequenas empresas no Brasil, é considerada a maior incubadora no País.

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O evento ocorreu na sede do ISITEC (Instituto Superior de Inovação e Tecnologia), no centro de São Paulo, e teve a participação do secretário municipal do Trabalho e do Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, acompanhado por seu adjunto, José Alexandre Sanches; do professor-doutor João Sérgio Cordeiro, da Universidade Federal de São Carlos; de Antônio Octaviano, diretor-geral do Isitec e dos professores desse instituto Dagoberto Antonio Redoschi e José Marques Póvoa. Também estiveram presentes Elizabeth Rodrigues, representante do Crea-SP (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo), bem como do presidente Newton Guenaga Filho e dos diretores Januário Garcia e Celso Renato de Souza, respectivamente das delegacias do SEESP na Baixada Santista, em Jacareí e em São José dos Campos.

Região de inovação

Ao fazer um breve relato sobre o ParqTec, Rosa disse que trata-se de uma entidade pioneira que surgiu da primeira política pública para institucionalizar a transferência de tecnologia da academia para o setor produtivo, aumentando a competitividade local. Tem contribuído na construção de uma região de inovação, formada por universidades públicas e privadas, centros de pesquisas, órgãos de governo e por duas centenas de empresas atuando nas áreas de tecnologia da informação e comunicação; novos materiais; instrumentação eletrônica; automação & robótica; química fina e óptica. Criado em1984 pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico), com apoio da Universidade de São Paulo e da Prefeitura Municipal de São Carlos, implantou a primeira incubadora de empresas da América Latina e realizou a primeira Feira de Tecnologia no País em 1985. Ao longo do tempo, ganhou notoriedade. Dez anos depois, a Prefeitura doou uma área de 164 mil metros quadrados à construção do parque. Em 1995, lançou o Programa São Carlos Capital da Tecnologia,com dez metas para execução em dez anos, nas áreas de saúde pública, educação, infraestrutura e desenvolvimento econômico.

São Carlos 2022 é outro planejamento estratégico de longo prazo para definir projetos e ações que atinjam a meta do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,922. A visão do ParqTec para 7 de setembro de 2022 – quando será celebrado o Bicentenário da Independência do Brasil – é garantir cidades ricas, justas, competitivas e desenvolvidas, capazes de proporcionar alto padrão de vida a toda a população. “Minha sugestão é puxar para o centro a proposta pedagógica, a inovação e o empreendedorismo. Criar empresas de base tecnológica em abundância, megaincubação e acesso ao capital”, apontou Rosa. Ao finalizar, enfatizou que “o projeto do ISITEC está certo, é bom e necessário. É indispensável para formar o engenheiro do século XXI”. Para Octaviano, “a existência de parques tecnológicos com incubadoras de empresas casa perfeitamente com essa Faculdade de Engenharia de Inovação, sendo complementares”.

Cidade amiga

Segundo informou Eliseu Gabriel, no dia 5 de abril, a Prefeitura de São Paulo firmou convênio com a Caixa Econômica Federal e com o Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) para criação da Agência São Paulo de Desenvolvimento. A proposta integra o plano de sua Secretaria de estimular o empreendedorismo na capital. “Vamos tornar a cidade amiga do empreendedor”, assegurou, e acrescentou: “Estamos trabalhando para viabilizar o Parque Tecnológico na Zona Leste”. Durante a exposição, Sanches informou que o Conselho Municipal de Ciência, Tecnologia e Inovação foi criado pelo PL 377/09, de autoria do então vereador Eliseu, que culminou na Lei 15.247. Na sua opinião, são imensos os benefícios. “Já tiramos uma proposta de lei de inovação para São Paulo, que contenha o Fundo Municipal de Inovação com recursos locais, do Estado e da União.” Ao encerramento, Octaviano disse que o engenheiro, por meio do exercício da profissão, poderá se tornar um empreendedor de sucesso, gerando riqueza para si e para o País.

Lourdes Silva
Imprensa – SEESP