Marcelo Tas: a inovação e a linguagem da comunicação

Em um bate-papo dinâmico, o apresentador falou sobre como ver oportunidades no meio de tanto ruído

A última palestra do primeiro dia do Seminário e Feira da Inovação trouxe o apresentador Marcelo Tas, que trouxe um conteúdo dinâmico e totalmente antenado com as inovações da comunicação e do uso da tecnologia.

O fio central da apresentação foi mostrar como ele vê oportunidades no meio de tantos ruídos na comunicação atual. Tas ressaltou que a tecnologia sempre esteve ligada a comunicação. Com algumas imagens de objetos, uma pintura da primeira sala de aula, um artigo de Arthur C. Clark, de 1945, prevendo o que seria uma rede de satélites, o apresentador ressaltou que, embora tenhamos a impressão que revolução tecnológica é o que acontece agora, ela acontece desde que a comunicação existe. “Temos que olhar em perspectiva o que são realmente as oportunidades de inovação”, afirmou.

Num exercício com a plateia, pediu que todos tentassem se lembrar do primeiro dia de aula e fez uma comparação com uma criança que hoje encara seu início na vida escolar. O que antes era uma sala de aula tradicional, onde o professor era a única fonte e referência, hoje tem a tecnologia como fonte de várias formas: a internet, os games, a TV, etc.

“Fiquei feliz de ver o professor Póvoa (diretor de graduação do ISITEC) falando do curso de Engenharia de Inovação, pois estamos num momento onde temos mesmo que olhar pra tudo que acontece e agir”, comentou Marcelo Tas, referindo-se à proposta inovadora do curso.

O apresentador contou um pouco da sua história para ilustrar a ideia de que todos estamos numa mesma grande rede: “Para chegar ao CQC eu estudei Engenharia na Poli e foi com essa rede que descobri a minha vocação pra comunicação. A escola não é só o que acontece na sala. Fui editor do Jornal da Engenharia e a partir de lá entrei em outra rede, na ECA – Escola de Comunicação e Artes e montei a produtora Olhar Eletrônico”, contou.

Hoje, todo o trabalho que faz vai para a rede e precisa-se tomar todo o cuidado, pois é um público abrangente e heterogêneo. Ao final, Tas deixa sua dica sobre o uso das redes sociais e a interação via digital: “Eu uso a rede para ouvir, a gente tem que usar a rede para ouvir”.