Nova turma de engenheiros inovadores a caminho

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O ISITEC – Instituto Superior de Inovação e Tecnologia, abriu ontem as portas para mais um grupo da graduação em Engenharia de Inovação. Esse é o terceiro grupo desde a primeira turma, em 2015. São 20 novos alunos, futuros profissionais que aprenderão em sala de aula competências técnicas e científicas da área, gestão de inovação, além de visão empresarial e empreendedora.

A recepção dos alunos foi feita pelo coordenador do curso, o professor Marcelo Melo Barroso, e pelos alunos veteranos da primeira e da segunda turma que, ao invés de aplicar os tradicionais trotes, propuseram um jogo de lógica e interação, nos moldes de um RPG, que envolveu a todos durante toda a tarde.

Os novos alunos

Aos 20 anos, André Eiji Arahawa, primeiro lugar do vestibular desta edição, anseia por conhecimentos diversos que o façam um profissional versátil. “Minha perspectiva é de aprender sobre todas as áreas possíveis da engenharia para que eu possa trabalhar na resolução de quaisquer problemas”, diz o estudante paulista, que conheceu o instituto pela indicação de um parente metroviário. Arahawa cursava Sistema de Informação quando foi conquistado pela proposta do Isitec. “A forma de ensino me pareceu bem fora do tradicional e fui pesquisar mais sobre a grade curricular. É um curso novo, diferenciado, que vai me dar uma visão mais ampla de carreira”, conta.

Para o aluno, existem muitos engenheiros no mercado de trabalho com ideias de soluções criativas, mas são poucos os que transformam esses projetos em produtos para a sociedade. “O curso me apresentou uma forma de ser esse profissional, que gerencia e extrai o potencial para inovar e alavancar o desenvolvimento de tecnologias e produtos para o País”, explica Arahawa.

Nicolle Duarte da Rosa Augusto, 19, também trocou a graduação em Engenharia Química pela de Inovação. “Acabei me identificando mais com o curso (do Isitec). É mais completo. Sempre tive aptidão para pesquisa e desenvolvimento, é uma área que me fascina”, alega Rosa Augusto. A aluna vê a inovação como a construção de projetos para a melhoria da qualidade de vida humana e ambiental. “Pensar, pesquisar, planejar e produzir são etapas que tornam os sonhos realidade, concebendo assim as inovações”, explica.

Mesmo com apenas as primeiras aulas, a jovem já se vê trabalhando em uma grande empresa no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias.  “Quero aproveitar ao máximo todo o conhecimento que vou absorver com as aulas e, futuramente, juntar esse aprendizado com a experiência de outros profissionais na implantação de ideias e projetos inovadores”, almeja.

O curso

O Isitec, cuja entidade mantenedora é o Sindicato dos Engenheiros no Estado de São Paulo (Seesp) e tem apoio institucional da FNE, foi o pioneiro na graduação em Engenharia de Inovação no País, tendo o curso reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC) em 2013. Com a proposta de formar um profissional capaz de atuar no desenvolvimento de tecnologias e inovações em diversos setores, o curso tem duração de cinco anos, com 30 horas/aulas por semana em média, em período integral. Atualmente, a instituição de ensino tem em torno de 50 alunos cursando a graduação, entre calouros e veteranos. Cada aluno aprovado ganha bolsa integral de estudos e um auxílio no valor de R$ 500,00. Jovens da Grande São Paulo e também de outros municípios próximos, como Jundiaí e Santa Isabel, somam a maioria entre eles, mas também há estudantes de outros estados.

O modelo de aula é diferente, os alunos sentam-se em grupo e os professores fomentam o debate entre eles a cada nova matéria. Para José Marques Póvoa, diretor de graduação do Isitec, o ponto desenvolvido pelo estilo de aula é o de transformar a informação em conhecimento. Nas palavras do professor: “Não queremos um modelo de memorização de conteúdo, que está disponível na internet, nos livros. Queremos um aluno participativo, que aprenda a utilizar o conteúdo em seu futuro emprego, que absorva o conhecimento, que o tenha como um patrimônio.”

Póvoa, porém, considera que o modelo didático ainda assusta quem ingressa em uma faculdade como um aluno que apenas “assiste” aulas para conseguir um diploma. “Estamos construindo um perfil diferente de faculdade, e neste momento queremos atrair pessoas dispostas a essa nova forma de aprender. O diploma é necessário, mas não é o suficiente”, avalia. Para ele, ter um projeto na educação é um desafio para um sindicato, mas é também preparar um engenheiro para o futuro. “Não temos a mínima ideia de como será a engenharia daqui a 20, 30 anos. Então temos que capacitar esse povo para trabalhar com o desconhecido”, diz.

Com: Jéssica Silva – Imprensa SEESP

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