VIII Congresso Nacional dos Engenheiros convida estudantes e novos profissionais para participar do desenvolvimento nacional

presidente da FNE, Murilo Celso de Campos Pinheiro, apresenta o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional” no primeiro dia do encontro

  Foto: Beatriz Arruda
  Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE

A abertura da oitava edição do Congresso Nacional dos Engenheiros – que acontece de 24 a 26 de setembro em São Paulo – contou com a presença de diversas autoridades, de diretores do ISITEC, do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo (SEESP) e da Federação Nacional dos Engenheiros (FNE), além de engenheiros vindos de todo o país.

O Congresso discute os rumos da engenharia nacional e do desenvolvimento do Brasil. “Podemos acreditar que o possível é uma questão de querer, de trabalhar e de nos dedicarmos às nossas causas”, destacou Murilo Celso de Campos Pinheiro, presidente da FNE.

O engenheiro apresentou à plateia o livro “A FNE e o desenvolvimento nacional” e lembrou de que o papel da FNE vai além da representatividade sindical em busca da valorização do profissional da área. “Ele se atenta às políticas públicas, com a elaboração de propostas factíveis – várias delas já reunidas no projeto “Cresce Brasil + Engenharia + Desenvolvimento”” – lançado pela entidade em 2006.

Engenheiros jovens

O economista e ex-presidente do BNDES, Carlos Lessa, esteve presente ao evento e elogiou a importância da discussão sobre infraestrutura e desenvolvimento para o crescimento do País. No entanto, Lessa chamou atenção para o fato de que os engenheiros mais jovens também precisam fazer parte desse movimento. “Eu gostaria de ver os jovens engenheiros empenhados nessa causa”, ressaltou.

A ideia é que as universidades também se aproximem do debate e colaborem com sugestões para esse processo de desenvolvimento. Lessa destacou ainda que o Brasil precisa repensar sua logística e que alguns dos grandes desafios na área da engenharia são a mobilidade urbana, saneamento básico e energia.

Mais cedo, durante a abertura do evento, o deputado federal Arnaldo Jardim (PSDB) reforçou a necessidade do Brasil de aumentar o número de engenheiros e melhorar a sua qualificação justamente porque eles são os profissionais do desenvolvimento. “Não há dúvida de que a mudança que todos queremos é a que vai ao sentido do planejamento, de melhorar a capacidade gerencial do setor público e buscar maior eficiência e eficácia dos gastos públicos. E aí entra a engenharia de uma forma muito destacada”, observou.

Lessa citou ainda o crescimento desenfreado das frotas de automóveis e a alta taxa de acidentes de motos como problemas atuais que precisam ser enfrentados. “Todas essas questões passam pela falta de infraestrutura e logística melhores.” Reduzir o tempo gasto no deslocamento de casa para o trabalho também é um fator crucial para os próximos anos. “Hoje 80% da população brasileira é urbana e a logística é péssima. O tempo gasto no trânsito das cidades de médio e grande porte é uma tortura diária para os trabalhadores”, ressaltou.

O especialista também defende que o governo deve dar prioridade aos investimentos em saneamento básico, como instrumento de inclusão social, assim como a universalização da energia elétrica. “O Brasil está em vantagem com relação ao restante do mundo por não precisar de uma nova forma de geração de energia. No entanto, o país precisa repensar o modelo praticado hoje. A energia disponível é grande, mas é preciso saber usá-la”, conclui.

Com reportagem de Andrea Maia e informações do site da FNE.

Informações sobre o Congresso em http://www.seesp.org.br/site